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10 Oct 2018(Português) Os hippies e os muros da normalidade


(Português) Quando estive em San Francisco em 2017 tive a sorte de ver uma das melhores exposições – pelo conteúdo, experiência proporcionada e storytelling – que vi nos últimos anos. Summer of Love Experience: Art, Fashion and Rock and Roll me tocou profundamente e fez rever minha visão sobre os chamados hippies da década de 60.

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02 Oct 2018Despedir-se de uma amiga


Tem coisas que não se explicam. Elas acontecem na vida da gente e simplesmente agradecemos. Foi assim com a Carmen, que eu batizei de Carmencita logo que a conheci. Ela entrou na minha vida há pelo menos vinte e seis anos, numa simples reunião de  jovens empreendedores em Curitiba. Lembro da presença dela. Lembro do olhar tímido apesar do sorriso largo. Lembro da sua beleza. Ela estava ali, querendo não estar. Carmencita nunca gostou do networking pelo networking. Ela realmente se importava com as pessoas. E com isso, conquistava amigos e negócios.

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26 Sep 2018O caos causado pelos extremos: uma reflexão pré-eleições


Quando vi a foto da Primeira Ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardem, com seu bebê de 3 meses na Assembleia da ONU tive duas reações quase simultâneas: a primeira, alegria de ver uma mulher que deseja subir na carreira e poder fazê-lo sem ter que ficar longe de seu filho muito tempo, se assim o quiser. A segunda, preocupação sobre o quê os extremistas de plantão, para ambos lados da corda bamba em que nos encontramos, iriam fazer com essa imagem para incendiar mais o ambiente político do país.

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03 Sep 2018(Português) O Museu Nacional e o canto das sereias do mar


(Português) Dizem que quem mora no litoral é encantado pelos cantos das sereias do mar. Essa pode ser uma das explicações para o torpor do Rio do Janeiro. Uma cidade que sai da euforia para a depressão com facilidade surpreendente. Difícil encontrar o Rio sereno, equânime, lúcido. Nessa gangorra emocional as melhores e as piores coisas costumam acontecer por lá.

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28 Aug 2018Vale insistir em uma relação que não tem futuro?


Lembro de um amigo me contando uma recente viagem que ele fez com uma pessoa com quem estava saindo. Era uma relação que vinha acontecendo há alguns meses. Sem grandes compromissos assumidos, a relação se mantinha em grande parte devido à utilidade que tinha para meu amigo. Morando fora de São Paulo e vindo para a cidade semanalmente, a relação fazia com que sua estadia fosse menos solitária. Especialmente nas noites que não arranjava companhia melhor.

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10 Jul 2018(Português) Os meninos da caverna na Tailândia e o sagrado


(Português) Acompanhei, bastante apreensiva, devo confessar, o desenrolar do caso dos 12 meninos presos numa caverna com seu treinador na Tailândia. Logo que vi a foto dos meninos sentados calmamente esperando, após nove dias desaparecidos, num local úmido, escuro, frio, com alimento e água para poucos dias a mais, pensei na grande diferença entre o Oriente e o Ocidente.

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13 Jun 2018(Português) A arte da diversidade: Barcelona


(Português) Anos atrás, quando ia abrir a behavior, conversei com algumas pessoas e recebi vários conselhos valiosos. Um deles tratava sobre a diversidade, que na época nem era conhecida com esse nome. Meu sonho era ter gente jovem antenada e com as características que, na época, representavam evolução: bilíngues no mínimo, viajados de preferência com um período de mochila nas costas e conectados com aquilo que havia de mais moderno nesses tempos: computador e acesso a e-mails.

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20 Mar 2018(Português) O que o assassinato de Marielle Franco ensina sobre nossa sociedade?


(Português) Difícil falar sobre o que significa a morte da vereadora Marielle Franco do Rio de Janeiro. Difícil porque para compreender tudo o que essa morte representa precisamos ter uma clara visão sistêmica do momento da sociedade e como o poder opera.

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07 Mar 2018Março. Tempo de reflexão, desapego e inícios.


Adoro março. É o mês em que se inicia o outono abrindo espaço para a reflexão e a eliminação daquilo que não queremos mais. Na Roda do Ano mítica de vários povos indígenas e indo-europeus, o ano se inicia nesse período porque acreditam que era no “anoitecer”, longe da luz que torna tudo visível e público, que as coisas começavam. Assim como o bebê está vivo muito antes de vir à luz, o que colocamos para fora, já foi criado e construído muito antes dentro de nós.

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11 Jan 2018(Português) Que tenhamos todos mais felizes deveres nas nossas vidas


(Português) Após algumas semanas em pausa me vejo no prazeroso e ao mesmo tempo desafiador momento de escolher com qual tema começar o ano. As pausas nos permitem com maior morosidade divagar sobre certos assuntos. A aproximação da virada do ano nos traz, quase que inevitavelmente, um pensar sobre o nosso futuro.

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