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07 Oct 2020(Português) Felicidade na Terra, ansiedade na veia. Que tal pensarmos em bem-estar?


(Português) Desde que decidimos que devíamos ser felizes enquanto estivéssemos vivos, abrimos a porta para a ansiedade entrar, retumbante, na nossa vida. Alguns podem me perguntar: como assim? Existe a possibilidade de não querer ser feliz? Sim existe. Ou melhor, existia. Nossos avós e bisavós, com raríssimas exceções, não tinham o sonho da felicidade como meta de vida da forma como nós a temos. Eles queriam, no máximo, uma vida confortável e estável.

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01 Oct 2020(Português) Empresas, o verbo do momento é cuidar


(Português) Dizem que o cuidar é do feminino, desculpem, não concordo. Concordo mais com a ideia de que isso é uma convenção cultural, mas, este texto não pretende discutir esse assunto, portanto, vamos junto com a maré: se cuidar é do feminino e empresa ou corporação são substantivos femininos, que tal cumprir essa convenção social?

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18 Aug 2020(Português) Qual é o mundo em que você vive?


(Português) Passei uns dias na praia desconectada de notícias e das redes sociais; uma pequena pausa da hiper conectividade em que tenho estado nos últimos meses devido a pandemia da Covid-19. Ficar longe do que me conectava com o mundo fez que vivesse em outro ritmo. O ritmo das conversas sem intenção. Do acordar quando o desejo de caminhar vencia o desejo de cochilar. Do sonhar com areia do mar e logo depois pisar nela com os pés livres e soltos. Dos risos soltos, do sono relaxado e da leveza de se preocupar com coisas bobas. Dias oferecidos a minha alma, para ela pacificar.

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28 Jul 2020(Português) Seguir em frente e a dança da vida


(Português) Costumo receber mensagens inbox pelas minhas redes sociais. Em diversas delas as pessoas me contam o momento de vida que estão passando, suas experiências ou suas opiniões sobre os textos que publico. Uma delas me fez sentir, de forma sensível, a dificuldade que muitos veem passando nestes tempos de pandemia da Covid-19. O que os números mostram todo dia, de repente, se converteu em alguém de carne e osso, passando por um momento muito crítico. Poucas coisas me tocam mais do que me conectar com a dor humana.

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14 Jul 2020(Português) Amor próprio é diferente de egoísmo


(Português) Amar quem se é, separando o quanto for possível, de quem se pretende ser ou quem a sociedade deseja que sejamos, é uma das bandeiras mais levantadas nas últimas décadas. Graças a esse movimento de libertação dos moldes estreitos e sufocantes que determinavam o que era o correto e bonito; estar fora do padrão estético, quase sempre limitado da moda, deixar de ter o cabelo liso, vestir as roupas quase todas parecidas como se fizéssemos parte de um exército, estão fora de moda.

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07 Jul 2020(Português) Está pronta para sair?


(Português) Era nova quando vi um filme que me impressionou. O filme não tinha nada de especial – era daqueles que passavam de tarde na televisão aberta – e seu roteiro era simples: tratava de um avião que cai levando no seu bagageiro as sacolas do sistema de correios norte americano, o USPS. O desenrolar do filme transita pelas histórias de vida que as correspondências carregavam e a influência na vida de milhares de pessoas por as cartas não chegarem ao seu destino, numa época que nem e-mail existia. Pedidos de perdão nunca recebidos, agradecimentos e declarações de amor que nunca foram lidos, notícias sobre nascimentos, mortes, separações, casamentos, mudanças e tudo aquilo que compõe a história de vida de qualquer pessoa.

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16 Jun 2020(Português) Felicidade e amadurecimento: caminhos de uma mesma estrada


(Português) Ao longo dos meus anos de observar o comportamento da sociedade fui entendendo que existem comportamentos transversais à idade, gênero e classe econômica e com os quais vou agrupando pessoas. Esses agrupamentos me ajudaram a compreender que, embora os ambientes, a cultura local e os valores familiares influenciam profundamente a visão de mundo das pessoas, há também um espaço onde o livre arbítrio se manifesta. Esse é o espaço onde a nossa liberdade melhor opera. A liberdade de ser, que mesmo com toda a restrição oriunda de vivermos em sociedade, nos permite escolhas.

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28 Apr 2020(Português) Será que todos iremos mudar igualmente pós-pandemia?


(Português) Vivendo o isolamento semana após semana e notando as suas implicações na vida das pessoas, faço parte do grupo de pessoas e estudiosos que acredita que a nossa sociedade irá mudar pós-pandemia da Covid-19. É comum quando pensamos na sociedade, o fazer como se ela fosse um bloco. É comum que usemos a bolha na qual vivemos como referência exclusiva da realidade de todos. Como pesquisadora me obrigo a fazer o exercício de estratificar e separar em grandes grupos nossa sociedade. Olhar as diferenças e aplicar em cada segmento o mesmo assunto para pensar como cada um reagiria ao mesmo estímulo. Porém, talvez por sofrer também, os efeitos do isolamento terminei pensando na sociedade como um bloco, minimizando as diferenças dos efeitos, até o momento que li a entrevista que a atriz Tais Araújo concedeu à jornalista Monica Bergamo, publicada na Folha de São Paulo.

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03 Mar 2020(Português) A beleza madura começa aos 40


(Português) Tenho resistido em todos estes anos a tratamentos invasivos para melhorar minha aparência física. Sou daquelas que procuram cuidar da saúde e do corpo com o que for mais natural possível. Assim, evito remédios e tratamentos estéticos que impliquem introduzir no meu corpo, seja oral ou via aplicação, produtos químicos. Faço isso por quatro motivos que considero importantes:  o primeiro é que confio na sabedoria da natureza. Não quero diminuir os sinais que ela possa me enviar. Quero estar bem consciente dos ritmos do meu corpo e seus ciclos, como a menstruação, por exemplo. Aprendi a ouvir e perceber meu corpo há décadas e nunca mais deixei de ter essa conexão. Qualquer tipo de remédio ou produto que impeça isso, o considero como um tipo de dopagem. Gosto da lucidez. É um dos meus valores prediletos. Portanto, a quero até na conexão com meu corpo.

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03 Sep 2019(Português) Autoestima forte é produto da valorização da nossa origem


(Português) Acabei de voltar de mais uma viagem ao meu país, Peru. Voltei aos Andres peruanos, desta vez, com a família: meu marido, meus dois enteados e o companheiro de um deles. Resolvemos nos focar na região de Cusco e Machu Picchu, por ser a que melhor sintetiza a força do Império dos Quéchuas, hoje conhecidos como Incas. Um erro de denominação que carregamos até hoje – Inca era só o rei, como o Faraó era para os egípcios – e que será difícil de alterar dada a abrangência mundial que esse nome obteve.

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