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17 Nov 2020(Português) O príncipe, a plebeia e o conto de fadas ao avesso


(Português) Num típico domingo londrino de outono conversávamos com um amigo quando a família real surgiu tão naturalmente quanto é falar do tempo nessa cidade. A mais importante e conhecida monarquia mundial veio, primeiro, através da discussão do conceito de propriedade sobre os imóveis que a Inglaterra tem – tinha descoberto no dia anterior, que na prática, quem compra um imóvel na Inglaterra não é dono final do terreno ou da “terra” na qual o imóvel está construído –, e como, no fim de contas, todas as terras pertencem à rainha, seus familiares e, se entendi bem, a algumas poucas famílias aristocráticas. Não sabia que quando falávamos “estamos na terra da rainha”, estávamos sendo tão literais assim.

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03 Jun 2020(Português) Sabe em que se parecem alguns da esquerda e da direita?


(Português) Na época da última eleição presidencial quando a fase de agressividade começou a tomar corpo e extrapolar os limites, pelo menos os meus, da educação e o respeito mútuo necessários para uma convivência em sociedade saudável, como pesquisadora decidi observar os comportamentos e as atitudes. Com o tempo a percepção que eu tive é que independente do que lado que se estava, havia pessoas jorrando raiva e incentivando a manutenção de um campo cheio de agressividade, enquanto outras – a maioria é importante sempre ressaltar – tentavam simplesmente se manifestar, debater e apresentar justificativas aos seus pontos de vista.

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26 May 2020(Português) A situação do Brasil e nossa escolha política


(Português) Venho refletindo bastante sobre um tema que desejo compartilhar com vocês: minha visão sobre o momento político do país. Quem me acompanha nos textos do blog deve ter reparado que uma das diretrizes é não falar diretamente em política. Tenho dois motivos principais que fundamentam essa decisão: o primeiro se baseia na compreensão que a política é um sistema bastante complexo que a maioria desconhece, independente do grau de instrução. Vira, em muitos casos, uma discussão embasada em suposições sem grandes fundamentos. Como há pessoas realmente entendidas em política que usam essas discussões para esclarecer conceitos e ideias, minha posição é mais de ouvinte e de aprendiz. Vale esclarecer que não considero as discussões ruins, por mais superficiais que elas possam ser. Pelo contrário, creio que é mais uma forma de conhecer sobre política e de compreender a relevância de nosso papel como eleitores – mesmo os que optam por não votar.

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12 May 2020(Português) A saúde mental e a pandemia: o que é ser normal para você?


(Português) Nestes tempos de isolamento devido à pandemia da Covid-19 tenho observado as pessoas através da artificialidade das redes sociais e de ligações com vídeo, e o que noto é que tem se acentuado comportamentos que não considero normais. Essa primeira conclusão me levou para dois caminhos: o primeiro trata dos efeitos que a reclusão e o medo da morte e/ou da dificuldade financeira – sejam ambas verdadeiras ou não – podem causar na mente humana. O segundo caminho foi aprofundar no que eu entendia por normalidade para poder confirmar se minha primeira impressão – as pessoas estão agindo com desequilíbrio psicológico – fazia sentido. Foi nesse momento que entendi que, talvez, o conceito de normalidade que eu utilizada coloquialmente, estivesse equivocado.

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11 Feb 2020(Português) O mundo que criamos e o que queremos


(Português) O mundo corporativo foi formatado por valores masculinos, brancos e heterossexuais. Acredito que poucos tenham dúvida sobre isso. Era como o poder financeiro e econômico foi se formatando através dos séculos. Foi uma escolha? Sim. Consciente. Acredito que só por uma minoria. A consciência de que vivemos num único sistema social, cultural, geográfico e econômico no qual todos os seres humanos estamos interconectados só está ficando mais claro nos últimos anos. E mesmo assim, poucos conseguem compreender a magnitude disso.

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21 Jan 2020(Português) Índia: a beleza como escolha


(Português) Uma semana na Índia e alguns conceitos sobre a nossa realidade do Ocidente vão mudando. A Índia é bagunçada e empoeirada. Afinal, estamos falando de um país com 1,339 bilhão de habitantes (2017) num território que corresponde a menos da metade do Brasil. Fatos que promovem uma poeira e poluição insistentes. Ao mesmo tempo eles cuidam da beleza como poucos países que conheci até agora. O motivo é a crença de que a energia positiva se acomoda melhor nos espaços belos.

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14 Jan 2020(Português) Justiça nas decisões de um casal


(Português) Provavelmente quando este texto seja publicado estarei voando em direção à Índia. Sonho antigo que estarei realizando. Estive pensando porque tinha demorado tanto tempo para embarcar em direção a esse sonho… Há várias razões: tempo, dinheiro, outras prioridades e, sem dúvida, a resistencia que meu marido tinha por conhecer esse país. 

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17 Dec 2019(Português) O que tem debaixo da sua árvore de Natal?


(Português) Dezembro, a quinze dias do fim do ano, e o relógio parece ter ficado mais acelerado ainda. Existe uma certa paranoia generalizada em que as pessoas vivem como se o mundo fosse acabar. Muitos terão alguns dias de folga e o cansaço do ano – que, diga-se, não foi nada fácil – parece que não é mais suportável. Todos estão agitados. Todos parecem exaustos. Loucos para largar tudo e mergulhar em dias de praia e sol.

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10 Dec 2019(Português) Cinquenta e três anos. Como me sinto? Plena


(Português) Nesta semana que faço aniversário, inevitável refletir sobre minha vida. Sem dúvida a faixa etária dos cinquenta aos sessenta é muito especial. Você pode escolher envelhecer como um idoso, antecipando a velhice propriamente dita; você pode negar a sua idade e querer viver a vida como se tivesse quarenta ou você pode viver como se estivesse na exata idade em que está. Eu optei pela última opção.

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22 Oct 2019(Português) As vantagens de ficar velho: maior liberdade e responsabilidade


(Português) Quando era adolescente uma mulher e homem de cinquenta anos eram velhos. Assim de simples. Se vestiam como velhos. Agiam como velhos já que se esperava deles esse tipo de comportamento. Ser velho era ter maturidade e maturidade tinha a ver, naquela época, com sobriedade, seriedade e, pelo menos no meu país ,o Peru, certa sisudez. A meta era ser um velho correto, aceito pela sociedade.

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