Sobre o Blog

Aqui, a pesquisadora e pensadora, Nany Bilate aborda nos seus textos os Movimentos Humanos, estudo que apresenta as transições de valores e crenças sociais que apontam os caminhos que estamos escolhendo para criar uma nova realidade.

07 MaiAmor maduro e leviandade não combinam


Nenhum amor deveria ser leviano pelas consequências que ele causa. Mesmo assim os há aos montes. Quando nos envolvemos com alguém seja por desejo, curiosidade, capricho, paixão ou mesmo para dar chances ao amor, estamos interferindo diretamente na vida de uma outra pessoa. E ela na nossa. Isso é inviável.

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26 AbrPor que insistimos em nos enganar?


O quanto queremos saber a verdade? Ao longo da minha vida fui conduzida pela crença de que as pessoas nem sempre sabiam o que estava acontecendo. De certa maneira, isso me fez ocupar o papel de quem aponta e traz à luz uma situação de forma clara. Até hoje me incomodo com a simulação – muitas vezes necessária nas relações. A diferença é que hoje aprendi que, na maioria das vezes, as pessoas não querem saber o que está acontecendo. Especialmente se é algo delicado. Difícil de lidar.

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17 AbrA riqueza da não forma


Quando os primeiros Movimentos Humanos começaram a tomar forma nas minhas análises de pesquisa, fiquei entusiasmada com a possibilidade de observar novas formas sociais sendo criadas. Comecei a ver, por exemplo, como o homem ia tomando contato com sua sensibilidade, alterando seu aspiracional masculino. A esse processo e tudo o que isso implica, chamei do Movimento Humano O Homem Sensível. Vi também como o desejo de viver um amor romântico-companheiro que a mulher e o homem tinham, mesmo que nem sempre ousassem confessar, tinha se tornado uma realidade. Chamei essa forma de Movimento Humano A Volta do Amor.

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09 AbrAs amizades femininas com laços cada vez mais profundos


Cresci sendo alimentada pela crença que mulheres não podiam ser amigas umas das outras. Era uma época que a identidade feminina – assim como a masculina – era construída quase exclusivamente a partir da diferenciação com o outro sexo; o que contribuía a criar um ambiente competitivo nas relações.

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20 MarO que o assassinato de Marielle Franco ensina sobre nossa sociedade?


Difícil falar sobre o que significa a morte da vereadora Marielle Franco do Rio de Janeiro. Difícil porque para compreender tudo o que essa morte representa precisamos ter uma clara visão sistêmica do momento da sociedade e como o poder opera.

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07 MarMarço. Tempo de reflexão, desapego e inícios.


Adoro março. É o mês em que se inicia o outono abrindo espaço para a reflexão e a eliminação daquilo que não queremos mais. Na Roda do Ano mítica de vários povos indígenas e indo-europeus, o ano se inicia nesse período porque acreditam que era no “anoitecer”, longe da luz que torna tudo visível e público, que as coisas começavam. Assim como o bebê está vivo muito antes de vir à luz, o que colocamos para fora, já foi criado e construído muito antes dentro de nós.

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27 FevOs benefícios de amar com maturidade


Esta semana ouvindo uma amiga, refleti sobre a diferença entre o amor de duas pessoas maduras e o amor entre duas sem maturidade. Deixando claro que, nesta análise, maturidade não está conectada necessariamente com faixa etária.

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06 FevOs buracos na nossa vida


Tenho pensado sobre as grandes mudanças que vivemos de tempos em tempos. Sei que estamos em constante evolução, e que nestes tempos de transição de valores e crenças, as transformações parecem mais acentuadas. Porém, acredito que há fases nas nossas vidas que tudo parece levar para um clímax que desencadeia uma mudança estrutural. A partir desse ponto, poucas coisas serão como antes.

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31 JanCasou e mudou. Será uma sina?


Almoçando com uma amiga começamos a conversar sobre relacionamentos. Recém-casada, estava descobrindo aos poucos características do marido que não combinam tanto com sua perspectiva de vida.

Vários podem se perguntar como alguém casa e não percebe isso antes? Pode haver diversos motivos, e, por conta disso, vou me focar só em alguns. Tem pessoas que mudam após o casamento. Mudam para voltar a ser o que talvez tenham sido sempre até se apaixonarem. 

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24 JanSonhar, realizar e tudo mais que existe no meio do caminho


Neste início de ano, pensando sobre meus desejos, lembrei de um aniversário meu de muitos anos atrás. Era uma época que trabalhava muito e tinha em mim uma quase angústia sobre meu futuro. Por conta disso, gostava de passar meus aniversários sozinha. Viajava e aproveitava o tempo para me restabelecer do ano que tinha passado e pensar – muito – sobre o novo ano. 

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